Locais de interesse

piodao2Piódão é uma das 18 freguesias do concelho de Arganil, que conta com doze aldeias na sua jurisdição. Situa-se nas imediações dos Montes Hermínios e é uma das aldeias mais antigas do país. É a “jóia” da serra xistenta do Açor, uma das dez aldeias históricas de Portugal, que se incluem na região da Beira Interior. Possui uma população total que ronda 126 habitantes (2001).
Há muitos séculos, as pastagens de S. Pedro do Açor atraíram os pastores lusitanos e os seus rebanhos. Também criavam cavalos e éguas no local que actualmente corresponde a Chãs de Égua. Mais tarde, formou-se uma povoação medieval, provavelmente no século XIII, que se designava Casas de Piódão. Posteriormente, foi transferida para o local que hoje ocupa, pois no seu local original foi construído um mosteiro cister, a Abadia da Ordem de São Bernardo, do qual não restam vestígios. Os seus monumentos relevantes são: a igreja matriz, toda branca e que contrasta com o negro das casas de xisto; a Igreja de São Pedro; a Capela das Almas; a Fonte dos Algares e a Eira. A aldeia foi classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-Lei n.° 95/78, de 12 de Setembro.
As casas são construídas com a matéria-prima local – o xisto -, os telhados são de ardósia e possuem janelas pequenas de cor azul. As ruas que se erguem pela encosta e os becos estreitos onde se alinham as casas são pavimentados com o mesmo tipo de rocha. É uma aldeia de lousa e um conjunto arquitectónico de construções distribuídas em anfiteatro.
As festas mais importantes da aldeia correspondem à de São Pedro, no dia 29 de Junho; a de N.a Sr.a da Conceição, que acontece anualmente no terceiro domingo de Agosto; a festa do Sagrado Coração, também em Agosto, e a de N.a Sr.a do Bom Parto, celebrada a 8 de Setembro. A produção artesanal é muito característica nesta aldeia e corresponde a objectos de xisto, como miniaturas das casas de Piódão, cestaria, colheres e gamelas de madeira. Na aldeia existe uma estalagem e nas suas imediações podem realizar-se passeios de bicicleta, a pé, pescar, participar em visitas guiadas e passear em veículos todo-terreno. Da sua gastronomia são de salientar a chanfana, o cabrito assado e as trutas grelhadas.
Piódão. In Infopédia
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$piodao>.

PRAIA DE LORIGA

DSC01781Localizada num contexto ambiental de excelência, atribuído pelo Parque Natural da Serra da Estrela, a Praia Fluvial de Loriga, em Loriga, Concelho de Seia, é um santuário para os amantes da natureza, do ambiente, da calma e da serenidade, onde ainda são visíveis os vestígios deixados pelo glaciar que abriu o Vale de Loriga.

Situada no curso da Ribeira das “Courelas”, que nasce no planalto superior da montanha, a praia fluvial de Loriga distingue-se pelas suas águas puras e cristalinas, uma condição que lhe permite hastear, anualmente, a Bandeira Verde, pela reconhecida qualidade das suas águas.

As mesmas águas correntes e límpidas, que refrescam nos dias quentes de Verão, oferecem, também, boas condições para a pesca desportiva.

O relevo acidentado e o valor ambiental da paisagem envolvente determinam uma elevada aptidão para a prática de atividades de aventura, desportos de natureza ou pedestrianismo. As múltiplas opções de caminhadas são um convite a afastar-se dos itinerários principais e a percorrer um intrincado labirinto de veredas e canadas, que estabeleciam a ligação entre aldeias e permitiam a condução dos rebanhos ao monte.

A região dispõe de condições propícias para práticas turísticas diversificadas, alternativas e complementares. A grande variedade de paisagens e recursos naturais é, por si só, garantia de diversidade de vida vegetal e animal, com largo interesse do ponto de vista turístico e científico.

Rodeada por um pitoresco conjunto de aldeias de montanha, Loriga é um ponto de partida para a descoberta de um território único, que encerra uma considerável diversidade de paisagens, ambientes naturais, condições climáticas e tradições, que constituem um amplo leque de motivos para o visitar em qualquer época do ano.

É, nessa medida, um local privilegiado de encontro com a natureza e com uma população afável, acolhedora e de sabedoria ancestral.

Mas é, também, um ponto de partida para a descoberta de uma rica e variada gastronomia baseada em excelentes produtos naturais e de elaboração artesanal, tais como o queijo da Serra, a broa e o bolo negro de Loriga, o requeijão, o mel ou a aguardente de medronho, entre outros.