Percursos na Serra

Percursos pedestres na Serra da Estrela.

percursosA regiao da Serra da Estrela é hoje uma referencia incontornável no turismo de natureza e de culturas nacionais.As Aldeias Históricas, as tradições locais, a gastronomia regional, as paisagens naturais de elevada qualidade e a existência de uma fauna e flora abundantes e diversificadas de que se destacam espécies raras como a lontra, a cegonha-negra, a lagartixa-de-montanha, o zimbro, o teixo, os narcisos e as orquídeas selvagens, oferecem a todos aqueles que a visitam momentos de recreio, lazer e contacto com a natureza e cultura locais únicos.
Apesar de a área de montanha ser mais procurada nos meses mais frios, é na Primavera e Verão que as visitas para os amantes da natureza serão mais gratificantes.
Com o intuito de dar a conhecer os valores naturais e culturais da mais alta montanha do território continental, a Câmara Municipal de Seia, através do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) irá realizar um conjunto de percursos pedestres natureza, de Maio a Julho de 2006.
Realizados numa atmosfera de contacto permanente com a natureza, guias experientes levam-no a descobrir locais pouco visitados da Serra da Estrela.
Venha participar numa experiência agradável e enriquecedora. É uma oportunidade única para aliar o desporto à natureza.
Percursos disponíveis:
  • Cântaro Magro
  • Covão Cimeiro
  • Lagoa Comprida – Sra. da Saúde
  • Lagoa Comprida
  • Lagoa Comprida – Vale do Rossim
  • Planalto Central
  • Ponte Jugais
  • Ribeira da Candieira
  • Ribeira da Caniça
  • Ribeira de Loriga
  • Torre – Chafariz d’el Rei
Cântaro Magro
A parte superior do maciço central da Serra da Estrela constitui um amplo plano elevado, onde são evidentes os efeitos do último período glaciar e a influência do clima rigoroso sobre a vegetação característica deste local. Neste cenário destaca-se o Cântaro Magro, um imponente rochedo com uma altura de cerca de 300 m desde a sua base, que atinge no ponto mais elevado a altitude de 1928 m.
Visível de muitos pontos da Serra da Estrela, o Cântaro deve a sua individualização e aspecto ao trabalho modelador da erosão glaciar e fluvial, de que se destaca a Rua dos Mercadores, desfiladeiro de paredes abruptas de granito que desce até ao Covão d’Ametade.
Motivos de Interesse
- Testemunhos da acção dos glaciares na paisagem
- Covão de Alva
- Cântaros Gordo, Magro e Raso
- Rua dos Mercadores
- Vista panorâmica a partir do topo do Cântaro Magro
- Fauna e Flora
Covão Cimeiro
O percurso tem início no Covão d’Ametade, um dos mais aprazíveis e procurados locais de recreio da Serra da Estrela. Desta profunda depressão de origem glaciar é possível observar uma deslumbrante perspectiva sobre os imponentes cântaros.
Sobre este, situa-se o Covão Cimeiro, circo glaciar situado entre os cântaros Gordo e Magro, de paredes abruptas que atingem cerca de 300 m de profundidade e que evidenciam a intensidade da erosão dos gelos. A partir deste local, o visitante sobe em direcção às Charcas, onde encontrará um interessante conjunto de lagoas de altitude, permanentes e temporárias.
Motivos de Interesse
- Bosque de Bétulas do Covão d’Ametade (P0)
- Circo glaciárico (P1)
- Cântaros
- Pequenos charcos e lagoas de origem glaciárica (P3)
- Fauna e Flora
A morfologia própria das paisagens glaciares está bem representada no vale da ribeira da Caniça a altitudes superiores a 1000 m, sob a forma de vales em U, circos glaciares, moreias e blocos erráticos.
A altitudes inferiores, a influência humana marca a sua presença. Pinhais, matos e campos agrícolas constituem as unidades paisagísticas preponderantes.
Próximo do Santuário da Sr.ª da Saúde encontra-se uma calçada romana, trecho da via que cruzava a vertente ocidental da Serra.
Motivos de Interesse
- Testemunhos na Paisagem da acção glaciar
- Fonte da Laje
- Ribeira da Caniça
- Calçada Romana
- Santuário da Senhora da Saúde
- Fauna e Flora
Lagoa Comprida
Ao longo deste percurso observam-se vários testemunhos da última glaciação: campos de blocos erráticos e inúmeros charcos temporários que acumulam a água da chuva e neve, servindo de suporte a uma grande diversidade de espécies animais e vegetais.
A barragem da Lagoa Comprida, construída a partir de uma lagoa natural, constitui o principal reservatório de água da Serra da Estrela.
Na vertente sul depara-se com a lagoa Escura, uma lagoa natural que segundo a tradição popular se encontra ligada ao mar. Nesta encosta encontram-se, ainda, vários filões de quartzo, onde nos anos 40 e 50 se fazia a extracção de minério (Volfrâmio e Estanho).
No final, pode observar-se um cervunal, onde os pastores levam os rebanhos a pastar durante a Primavera e o Verão.
Motivos de Interesse
- Barragem e albufeira da Lagoa Comprida
- Pequenos charcos e lagoas de origem glaciárica
- Lagoa Escura
- Testemunhos na paisagem da acção dos glaciares
- Cervunal da Ribeira da Pragueira
- Vestígios da extracção mineira
Lagoa Comprida – Vale do Rossim
O percurso inicia-se na Barragem da Lagoa Comprida, seguindo ao longo da vertente norte da lagoa.
Na primeira parte do percurso observam-se vários testemunhos da acção glaciárica: blocos erráticos, charcos e por fim o Vale do Conde, um vale de origem glaciárica que presentemente se encontra coberto por um extenso cervunal, prado natural que constitui local de pastoreio no Verão.
Mais a norte percorre-se uma área que não esteve sujeita à acção dos glaciares, onde se podem observar os Fragões das Penhas Douradas.
O percurso termina no Vale do Rossim, barragem com uma capacidade de 3.400.000 m3, que foi construída para servir as Centrais de aproveitamento hidroeléctrico da Serra da Estrela.
Motivos de Interesse
- Barragens da Lagoa Comprida e do Vale do Rossim (P0, P5)
- Lagoas de origem glaciárica (P1, P2)
- Testemunhos na paisagem da acção dos glaciares
- Barragem do Vale do Conde
- Covão dos Conchos (P3)
- Lapão do Ronca (P4)
- Fauna e Flora
Planalto Central
Durante o último período glaciar, uma camada de gelo com uma área de cerca de 70 Km2 e uma espessura que não deveria ultrapassar os 80 m ocupava a parte superior da Serra da Estrela, acima dos 1650 m. A partir desta camada divergiam vários glaciares que escoavam através dos vales fluviais periféricos.
Ao longo do percurso podem observar-se as diferenças entre a área a sul, sujeita à acção dos glaciares e a norte, sem esta influência.
É possível, ainda, encontrar inúmeras espécies de fauna e flora adaptadas às condições de altitude dificilmente observáveis noutros pontos do país e que irão certamente despertar a sua curiosidade.
Motivos de Interesse
- Fauna e flora
- Vale glaciárico da Ribeira da Candieira
- Cervunal da Nave da Mestra
- Lagoa do Peixão
- Formas típicas das paisagens graníticas
- Seixo Branco – afloramento de quartzo (P5)
- Testemunho na paisagem da acção dos glaciares
Ponte Jugais
A Ermida da Senhora do Desterro, localizada nas margens do rio Alva, constitui um pitoresco núcleo de arquitectura religiosa, datando do séc. XVII a mais antiga das 10 capelas.
A uma distância de cerca de 1600 m situa-se a Câmara de Carga da Central da Ponte de Jugais, que recebe as águas do açude da Sr.ª do Desterro e da ribeira da Caniça. A Central Hidroeléctrica da Ponte Jugais, situada na confluência do rio Alva e da ribeira da Caniça, recebe as águas da Câmara de Carga através de uma conduta com uma altura total de queda de 230 m.
Nas margens das linhas de água desenvolvem-se frondosas galerias de vegetação ribeirinha, onde predominam o Amieiro, o Freixo e salgueiros. Neste habitat procuram refúgio, entre outras espécies, o Melro-d’água, a Toupeira-de-água e a esquiva Lontra.
Motivos de Interesse
- Açude da Senhora do Desterro
- Capelas da Senhora do Desterro
- Ponte Medieval sobre o rio Alva (P1)
- Estruturas do aproveitamento hidroeléctrico da Serra da Estrela
- Ponte sobre a ribeira da Caniça
- Confluência da ribeira da Caniça com o rio Alva
- Fauna e flora
 Ribeira da Candieira
A ribeira da Candieira corre ao longo de um vale amplo e selvagem suspenso sobre o Vale Glaciar do rio Zêzere. Ao longo do percurso encontrará antigos circos glaciares e pequenas lagoas de montanha onde existe um conjunto muito diversificado de espécies de fauna e flora. No contacto da ribeira com o Vale do Zêzere a água precipita-se, de uma altura de várias dezenas de metros, numa sucessão de cascatas imponentes. No final da caminhada os participantes poderão, ainda, admirar a beleza do bosque de Bétulas do Covão d’Ametade.
Motivos de Interesse
- Testemunhos da acção dos glaciares na paisagem
- Pequenos charcos e lagoas de origem gaciárica
- Lagoa do Peixão (P1)
- Vale Glaciárico da ribeira da Candieira (P2)
- Lagoa da Candieira (P3)
- Bosque de Bétulas do Covão d’Ametade (P5)
- Fauna e Flora
Ribeira da Caniça
No Cabeço do Castro, monte estrategicamente situado entre os vales da ribeira da Caniça e do rio Alva, encontram-se vestígios de um povoado de origens proto-históricas, que foi objecto de escavações arqueológicas na década de 80.
No Sumo da Caniça, a ribeira corre num leito subterrâneo, soterrado por enormes blocos graníticos que rolaram, por acção da gravidade, das encostas envolventes.
No Porto do Boi, no sector superior do vale, observa-se uma sequência de arcos morénicos, testemunho da dinâmica dos gelos durante o último período glaciário.
Ao longo de todo o vale é, ainda, possível observar uma elevada diversidade de espécies animais e vegetais.
Motivos de Interesse
- Flora e fauna
- Testemunhos na paisagem da acção glaciar
- Sistemas agrícolas tradicionais em socalcos
- Açudes e levadas de rega
- Ribeira da Caniça
- Cornos do Diabo (P1)
- Sumo da Caniça (P2)
- Porto do Boi (P3)
Ribeira de Loriga
Entre Casal do Rei e Loriga corre a ribeira de Loriga. No vale de encostas íngremes e profundas, de forte influência mediterrânica, a intensa acção humana reduziu a vegetação natural a pequenos redutos localizados em zonas de difícil acesso, tais como o azinhal da Mestra Brava e o valioso bosque de Azereiros de Casal do Rei.
Na encosta norte do vale pratica-se uma agricultura tradicional em terrenos instalados em socalcos irrigados por um complexo e engenhoso sistema de açudes e levadas.
Com a realização deste percurso, pretende dar-se a conhecer este importante património ambiental.
É necessário conhecer para preservar.
Motivos de Interesse
- Flora e vegetação
- Sistemas agrícolas tradicionais em socalcos
- Azenhas e moinhos de água
- Ribeira de Loriga
- Construções tradicionais em xisto e granito
- Levadas e Açudes
- Fauna
Torre – Chafariz d’el Rei
O percurso tem início junto ao vértice geodésico Estrela, o ponto mais alto de Portugal Continental (1993 m). A vista panorâmica deste sítio permite, em dias limpos, observar locais tão distantes como a Serra da Boa viagem, na Figueira da Foz, a Serra de Gredos, em Espanha ou a Serra de S. Mamede, em Portalegre.
A barragem do Covão do Meio e as Lagoas Serrano e do Covão do Quelhas estão situadas em depressões de origem glaciárica, formadas durante o último período glaciar.
O percurso termina na Fonte dos Perús, nascente de águas frias e cristalinas, de onde se observa um amplo panorama sobre a garganta de Loriga.
Motivos de Interesse
- Planalto da Torre
- Testemunhos na paisagem da acção dos glaciares
- Lagoas Serrano e do Covão do Quelhas
- Barragem do Covão do Meio
- Covão do Boeiro
- Fonte dos Perús
- Fauna e Flora
Recomendações
- Chapéu e protector solar
- Calçado confortável de solas espessas e aderentes
- Roupa confortável e agasalho
- Merenda e líquidos para beber (e saco para os resíduos)
(Extraído do Site www.cm-seia.pt)